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Pânico para falar em público

A origem dos medos muito comumente se encontra em uma situação traumática do passado. Pode ser de um passado próximo, da infância, do nascimento, da vida intra-uterina, ou pode ser um medo herdado de um familiar, de um antepassado, consistindo então, de uma memória genética.

O inconsciente, cuja linguagem é simbólica, cria metáforas para se comunicar com a mente consciente.

É o que se apresenta a seguir.

Trata-se de um paciente (P), que em simples reuniões de trabalho, bastava que as pessoas prestassem atenção a ele, começava a ter taquicardia, sudorese e alterações na respiração.

No histórico da sua infância e adolescência nada ocorreu que pudesse justificar este pânico. Seu pai era presente e afetuoso, assim como a mãe. Logo ficava evidente, que precisávamos buscar a origem desse distúrbio em camadas mais profundas do que as do inconsciente pessoal. Precisávamos atingir uma memória genética para elucidarmos a origem do problema.

P foi induzido hipnoticamente a regredir para a origem do seu problema e a seguinte estória veio à tona, simbolizando a sua questão.

Identificou-se como a figura de uma gladiador romano. Foi escolhido para participar de uma espetáculo de luta no Coliseu, e o imperador estava presente. Seu oponente seria escolhido na hora do confronto. A luta deveria terminar com a morte de um ou de outro.

Chegou o momento do confronto. Seu nome foi anunciado e ele se apresentou na arena. Em seguida, anunciaram o nome de seu oponente, um escravo, e surpreso ele ouve o nome de seu amigo. Horrorizados os dois iniciam a luta. Ele, o gladiador, tinha mais habilidade que seu amigo e depois de um bom tempo de luta, onde um não queria ferir o outro, os gritos e gesticulações do público que instigavam os dois a se matarem começaram a exigir que o gladiador matasse o escravo. O escravo se rendeu para não ter que matar o amigo. O povo gritava exultante: “mata!, mata!, mata!”. Mas, o gladiador não podia também matar o seu amigo e retirou a espada do seu pescoço. O Coliseu inteiro vaiava e urrava: covarde!, covarde! Mas o o gladiador não podia mesmo matar o amigo. Como punição por ter frustrado e espetáculo, foi jogado na fossa dos leões famintos e devorado por eles.

A intensidade dramática deste acontecimento, assim configurado no incosciente, era a causa do pânico de falar para pequenos ou grandes grupos. Uma vez liberada a emoção e compreendida e ressignificada a metáfora, houve a remissão total do pânico.

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